| Revista do CLUBE DOS OFICIAIS DA MARINHA MERCANTE |
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Nº 55/56 |
Março/Abril 2004 |
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EDITORIAL As PERSPECTIVAS do Comércio Marítimo O que a maioria das previsões têm em comum, é que por vezes induzem em erros. E em que a construção naval foi um exemplo. No início de 2003, a perspectiva para construção naval internacional parecia deprimida e todas as fontes da indústria, autorizadas, concordavam que os estaleiros entrariam num ano magro. Felizmente que os armadores não prestaram muita atenção ao que os gurus da industria diziam. Até Outubro de 2003, foram encomendados tanques e graneleiros, num total de cerca de 76.5 milhões de toneladas de porte, atingindo os 100 milhões até ao final de 2003. A maioria desta tonelagem foi deslocada para os estaleiros dos países do Extremo Oriente, o que reflectiu, na realidade, um ano magro para os construtores navais europeus. Tal crise não se fez sentir nos EUA pois, graças à “Lei Jones” e à construção de navios de guerra, os estaleiros americanos tiveram um bom 2003. O ano de 2003, no âmbito da construção naval, foi aquilo que acabámos de ver. O que nos reservará agora o de 2004? Tanto quanto o mercado perspectiva, os preços das novas construções navais dever-se-ão manter, embora alguns analistas apontem para indicadores de subida, a realidade é que os construtores ainda não o sentiram. No que concerne à operacionalidade dos navios, a grande pressão que se irá fazer sentir no corrente ano, será no âmbito da protecção. 1 de Julho de 2004 é a data da implementação global do Código Internacional de Protecção dos Navios e dos Portos, conhecido pela sigla ISPS (International Ship and Port Facility Security Code) e, no âmbito doméstico dos EUA, a Lei para Protecção no Transporte Marítimo, conhecido pela sigla MTSA (Maritime Transportation Security Act). Perspectiva-se uma leva de atrasos para que, na data prevista, se verifique uma conformidade da maioria dos navios e dos portos, face às novas legislações de protecção marítimo-portuárias. Embora os armadores e os portos se esforcem para que o ISPS/MTSA seja uma realidade, ir-se-ão deparar com um significativo número de parceiros, que não adoptarão aquelas normas de protecção, o que, segundo os dados revelados por um inquérito levado a cabo pela imprensa da especialidade, menos de metade dos navios estarão totalmente em conformidade, à data de 1 de Julho. Como é que reagirão as Autoridades a tais níveis de não-conformidades? A pior hipótese será aquela que, face ao terrorismo internacional, obrigue a fechar portos ao comércio marítimo, a fim de obrigar à criação de novas Regras |
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Ficha Técnica: Publicação Bimestral - Distribuição gratuita sócios COMM |
| Propriedade: Clube de Oficiais da Marinha Mercante |
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Reg. Publ. Nº 117898 Depósito Legal Nº 84303 Correio Editorial : Despacho CTT DE60072002DCL1 |
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Director: Daniel C. de Spínola Pitta |
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Colaboraram neste número: A. Barbosa Henriques/J. Ferreira dos Santos/A. Fontes |
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